O Contrato sofreu três aditivos de tempo: o primeiro, assinado em 01 de abril de 1993, teve seu prazo prorrogado por um ano; o segundo, assinado em 29 de março de 1994, também foi prorrogado por mais um ano e o terceiro, em 04 de abril de 1995, prorrogou-se por dois anos, com término previsto para 04 de abril de 1997.
Em 03 de abril de 1997 foi lavrada a Ata de Encerramento do Consórcio, tendo sido nomeada a Comissão, com prazo de sessenta dias, para apresentação do relatório de liquidação. Em 30 de maio de 1997, o Consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza foi extinto.
Através da Lei n° 12.682 de 02 de maio de 1997, publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará em 08 de maio de 1997 foi criada a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR, Empresa de Economia Mista, com participação majoritária do Governo do Estado do Ceará.
No dia 28 de maio de 1997 foi realizada a Assembléia Geral de Constituição da Companhia e aprovado o seu Estatuto Social.
O Projeto é de elevada relevância social por beneficiar contingente populacional de baixa renda e oferecer condições de segurança, rapidez e pontualidade na locomoção das pessoas, além de propiciar uma profunda reformulação do sistema urbano, em especial na questão da requalificação do centro de Fortaleza e de possibilitar a implantação de um novo modelo de transporte público de passageiros na RMF transportando, ao final das três etapas de implantação, cerca de 350.000 passageiros por dia.
A modernização dos serviços proposta possibilitará a redução da poluição ambiental; redução do congestionamento das vias urbanas; redução de acidentes de trânsito; diminuição efetiva nos tempos de viagens; redução dos tempos de espera para os usuários e redução do custo operacional dos ônibus, pela racionalização prevista na concepção de integração dos sistemas, melhorando qualitativamente a vida da população.
O Projeto METROFOR prevê uma implantação por estágios:
Primeiro Estágio: LINHA SUL (Vila das Flores/João Felipe)
Via permanente de 24,1 km em via dupla, sendo 18 km em superfície, 3,9 km subterrâneo e 2,2 km em elevado; eletrificação; sinalização; telecomunicações; reforma e construção de estações; oficinas, centro administrativo e operacional; aquisição de 10 TUEs; separação dos sistemas cargas e passageiros; desapropriações e remanejamento de interferências; oferta de trens na hora-pico a cada 6 minutos no trecho Conjunto Esperança/João Felipe e a cada 12 minutos no trecho Vila das Flores/Conjunto Esperança.
Segundo Estágio: Linhas Oeste e Sul (Vila das Flores/Caucaia)
Via permanente em 19 km em via dupla, sendo 17 km em superfície e 2km em elevado; obras de arte especiais de transposição da via; eletrificação; sinalização; telecomunicações; reforma e construção de estações e urbanização dos entornos da Linha Oeste; aquisição de 8 TUEs; complementação do centro administrativo e operacional; construção de novas oficinas para o sistema carga; construção de nova oficina de pequenos reparos para o sistema metroviário; conclusão da segregação da linha de carga; oferta de trens na hora-pico a cada 6 minutos no trecho Conjunto Esperança/São Miguel e a cada 12 minutos nos trechos Vila das Flores/Conjunto Esperança e São Miguel/Caucaia; além de obras viárias, sendo um dos vetores de indução à requalificação do Centro de Fortaleza.
Terceiro Estágio: Linhas Oeste e Sul e Integração com o Município de Maranguape
Complementação dos sistemas e construção de estações nas Linhas Oeste e Sul; integração do município de Maranguape ao sistema metroviário; aquisição de 9 TUEs; oferta de trens na hora-pico a cada 4 minutos no trecho Conjunto Esperança/Antônio Bezerra; a cada 8 minutos nos trechos Vila das Flores/Conjunto Esperança e Antônio Bezerra/Caucaia.